Dino Sete Cordas por Marcia Taborda


Leonor Bianchi

Dentre os pesquisadores do ‘violão brasileiro’ e do ‘violão no choro’, sobretudo, do violão estabelecido por Horondino José da Silva, o Dino Sete Cordas, no choro, destaca-se o nome de Marcia Ermelindo Taborda. A violonista carioca foi a primeira, no início dos anos de 1990, a estudar a forma interpretativa de Dino e a escrever sobre o tema. O texto acadêmico ‘Dino Sete Cordas e o acompanhamento de violão na MPB’, orientado por Turíbio Santos, produzido como sua tese de mestrado na UFRJ, merece toda nossa atenção por seu ‘olhar inaugural’, digamos assim, que lança sobre a obra do violonista e sua contribuição à música popular brasileira e ao choro.

Em 2018, ano em que celebramos (em 5 de maio) o centenário de Dino Sete Cordas, convidei a Marcia para conversar um pouco conosco sobre ele, e, aproveitei a ocasião especial para convidar também outros grandes violonistas que têm Dino como referência em seus trabalhos para formularem algumas perguntas à pesquisadora: Lia Meyer Ferreira, Paola Picherzky, Fabiano Borges, Gian Correa, Caio Chiarini e Rogério Caetano de Almeida.

Sobre a pesquisadora Marcia Taborda

Doutora em História Social pela UFRJ, mestre em violão (UFRJ) com dissertação sobre o violonista Dino Sete Cordas. Com fomento da CAPES, realizou pós-doutoramento vinculado à Universidade Nova de Lisboa (2015), com o projeto A tradição portuguesa da violaria carioca. Lançou o DVD Viola e Violão em terras de São Sebastião (2017), trabalho premiado pela FAPERJ com o edital de celebração dos 450 anos da Cidade do Rio de Janeiro. Contemplada pelo Programa Nacional de Apoio a Pesquisadores Residentes da Biblioteca Nacional (PNAP-R 2015) para desenvolver o projeto O violão na corte imperial, recebeu em 2012 o premio Pesquisador Visitante Sênior da Fundação Casa de Rui Barbosa para realizar a pesquisa As senhoritas e o violão: os anos 20 na Capital Irradiante. Ganhadora do Prêmio Funarte de Produção Critica em Música (2010), publicou pela editora Civilização Brasileira o livro Violão e identidade nacional: Rio de Janeiro 1830-1930. Presidente da Fundação Koellreutter (2007-2009), foi responsável pela curadoria do Espaço Koellreutter abrigado no Centro Cultural da Universidade Federal de São João del-Rei. Integrou a equipe de pesquisadores do Dicionário Houaiss ilustrado da música popular brasileira, para o qual produziu cerca de 200 verbetes. Única brasileira a receber o prêmio The J. F. Kennedy Center Fellowships of the Americas, realizou em Nova Iorque especialização na interpretação do repertório contemporâneo. Gravou para a Acari Records o CD Choros de Paulinho da Viola com a obra do compositor escrita para o violão e para o selo ABM Digital o CD Musica Humana, com obras do repertório brasileiro contemporâneo. Como pesquisadora do CNPq, recentemente, desenvolveu o projeto Da viola à viola grande: a música no Rio de Janeiro dos artistas viajantes.

Marcia Taborda

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Author: imprensabr