Novos nomes do Choro: A “Delicadeza” de Lucas Fiuza 3


Redação

Quando se fala no gênero choro, a cidade que vem logo a mente é o Rio de Janeiro. Mas tamanha é a força dessa música, que ela ultrapassa as fronteiras da capital carioca. Em Londrina, acontecem semanalmente as tradicionais rodas de choro arrebanhando novos músicos a cada semana e fortalecendo a cena local. O Clube do Choro de Londrina já tem quase 50 anos e sempre está em constante renovação. Toda semana são ofertadas oficinas de choro de forma gratuita em colégios do município, auxiliando no aprendizado e difusão do gênero.

Aos 11 anos, Lucas Fiuza iniciou, no interior de São Paulo, em Itapetininga, seus estudos de violão erudito vindo a se formar posteriormente no Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos, em Tatuí, orientado pelo professor Ricardo Grion. Através de amigos, conheceu a o choro.

Despertado o interesse, Lucas começou a fazer aulas com o professor Alexandre Bauab Jr., coordenador da área de choro do Conservatório e fundador do grupo Quebrando Galho.

Inicialmente tocando o violão de seis cordas, arriscou-se a estudar de maneira autodidata com um bandolim e um cavaquinho que tinha disponível para estudos no local.

O músico se mudou para Londrina intensificando seu aprendizado nos instrumentos cavaco e bandolim. Sabendo da existência dos encontros dos chorões na cidade, começou a fazer contato com os músicos locais. Posteriormente, foi convidado a integrar o Regional Vila Brasil pela participação que teve em 2012 no Festival de Música de Londrina.

Tendo o instinto de compositor desde muito novo, escrevendo para outros variados estilos, Lucas começou a compor no gênero choro. Como suas influências são as mais diversas, desde Guinga até Pixinguinha, isso é transposto nas suas obras, nas quais ele sempre tenta utilizar novos elementos. Como em “Guasca”, com pitadas de músicas da América Central, mas com linguagem de choro.

O compositor busca também utilizar harmonias distintas, como nas seções B e C de “Simpatia”, música dedicada ao cavaquinista Leonardo Benon, que vem de Brasília, cidade profícua dos novos chorões. Sua composição mais antiga, “Delicadeza”, já está mais dentro dos padrões do choro, sem deixar de ter esse espírito inovador em sua terceira parte.

O compositor está preparando novas músicas em variados ritmos, como a polca, maxixe e outros que fazem parte do gênero,e em breve entrará em estúdio para a gravação de seu primeiro CD. As composições citadas irão concorrer em julho pelo Festival de Música de Maringá (Femucic) organizado pelo Sesc/Fecomercioe estão disponíveis para visualização em site de compartilhamento Youtube.

Foto de Lucas Fiuza (de cahpéu) e o Regional Buliçoso

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Author: imprensabr


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3 thoughts on “Novos nomes do Choro: A “Delicadeza” de Lucas Fiuza

  • Silvia Borba

    Olá
    Acabei de ver a chamada obra a matéria sobre Lucas Fiuza e não consigo ver a matéria Pq não sou assinante. Vcs podem liberar a matéria para que eu e o próprio. Lucas possamos ler?

  • imprensabr Post author

    olá! vcs já tiveram acesso ao site, certo? agora seria motivador se resolvessem assinar a revista! fica a dica! abraços, amigos! sucesso!