Leonor Bianchi
Imagine caminhar pelas ruas do Rio de Janeiro há cerca de cento e cinquenta anos. Charretes cruzam as vias de pedra, vendedores anunciam seus produtos, funcionários públicos deixam as repartições ao final da tarde e, de alguma janela aberta, escuta-se uma polca europeia executada ao piano.
Algumas ruas adiante, porém, a mesma melodia já não soa da mesma maneira. Um flautista acrescenta pequenos enfeites à música. O cavaquinho responde com um ritmo diferente. Os violões sustentam a harmonia com um balanço que não existia na partitura original. Aos poucos . . .
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