Artigo de Carlos Rangel
Travessa do ouvidor, 11 horas de sexta-feira. O cidadão Alfredo Rocha Vianna, a caminho dos 71 anos, já tomou lugar à mesa e prepara-se para viver um dia qualquer em sua vida. A cena se repete há mais de vinte anos e sempre começa com uma viagem de ônibus até o centro. O bar, que fica quase na esquina com Sete de Setembro, ainda está vazio e o empregado não entregou a placa de bronze colocada à parede – uma homenagem a Pixinguinha.