A verdadeira história da permanência do acervo de Jacob do Bandolim no Rio de Janeiro


Leonor Bianchi

Em 2014 conversei com um dos coordenadores do Instituto Jacob do Bandolim, Paulo Mota, sobre o leilão que estava sendo feito com objetos do bandolinista, no qual ele arrematou o gravador e o microfone com os quais Jacob gravou todos os depoimentos hoje disponíveis no Museu da Imagem e do Som.

Na entrevista Paulo comentou como o acervo de Jacob permaneceu no Rio uma vez que estava sendo adquirido pela Souza Cruz e levado para São Paulo.

Os amantes do Choro queriam a permanência do acervo no Rio de Janeiro, cidade natal do Jacob do Bandolim, e houve, então, a interferência do jornalista e pesquisador de música Ary Vasconcelos, que atuava em diversos órgãos relacionados à comunicação, arte e cultura, e foi responsável pela negociação e da permanência do acervo do Jacob do Bandolim no Rio de Janeiro e sua doação ao Museu da Imagem e do Som.

Paulo Mota não mencionou o nome de Ary Vasconcelos nessa entrevista, apenas me contou como o acervo ficou no Rio. Eu acabei descobrindo que o responsável por essa negociação foi Ary Vasconcelos pesquisando sobre choro e sobre a biografia do jornalista e escritor do livro ‘Carinhoso etc: história e inventário do choro’ que reeditei este ano, lançando o selo editorial ‘brasileirinho’, o primeiro selo da Editora Flor Amorosa, dedicado à reedições de clássicos da historiografia da música brasileira, como este do pesquisador Ary Vasconcelos.

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Pouca gente sabe que foi ele, o Ary, a pessoa responsável pela permanência do acervo do Jacob do Bandolim no Rio de Janeiro e sua doação ao Museu da Imagem e do Som.

A foto do Jacob do Bandolim que ilustra este artigo pertence ao acervo do Instituto Jacob do Bandolim, e foi registrada em 1967 durante a gravação do disco ‘Vibrações’, o último que Jacob gravou com o Conjunto Época de Ouro.

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