Coitado de João Pernambuco a depender de vocês!


Nota (de pesar) da editora

Leonor Bianchi

Perplexidade na redação da Revista do Choro

Nenhum dos músicos que participou do projeto do centenário de João Pernambuco promovido pela Funarte, em 1983, quando também foi publicado o livro que estou reeditando agora, de José Leal e Artur Barbosa; João Pernambuco: arte de um povo, publicado originalmente naquele ano através de um prêmio de monografias, comprou o livro, esta reedição.

Isso me causa uma enorme tristeza e perplexidade; o descaso e desvalorização desses músicos para com este projeto de resistência cultural que promovo à frente da Editora Flor Amorosa e da Revista do Choro.

Esse é o retrato de como os próprios músicos veem a cultura hoje no Brasil e como eles desvalorizam a própria categoria e as iniciativas de promoção da música popular brasileira e do Choro que não sejam feitas para favorecer a eles próprios.

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Durante a produção do Prêmio Marcus Pereira de Pesquisa em Música Popular Brasileira www.premiomarcuspereira.com.br muitos, muitos, muitos músicos questionaram a taxa de inscrição de R$ 90,00 cobrada para quem se inscrevesse na categoria Produção Fonográfica, a qual contemplava o projeto vencedor com R$ 15.000,00 achando cara a taxa de inscrição no Prêmio. Isso, considerando que o Prêmio oferece como contrapartida a esta taxa a assinatura da Revista do Choro (que custa R$ 240,00) e o exemplar do livro Discos Marcus Pereira: uma história musical do Brasil (R$ 77,00).

Contudo, a bilheteria dos seus espetáculos não é barata e eles não saem de casa pra trocar por menos de uma nota preta e ainda exigem mundos e fundos da produção. Mas para pagar a bilheteria da Flor Amorosa eles não têm dinheiro e acham caro!

Vocês me deixam envergonhada! Eu tenho vergonha alheia por vocês.

E… de qualquer forma, mesmo entristecida e envergonhada sigo de cabeça erguida na minha missão à frente da Revista do Choro e da Editora Flor Amorosa, e faço questão sim de contar pro mundo quem são vocês e como vocês agem, para que as máscaras caíram e as pessoas consigam enxergar que vocês não são agentes culturais tampouco fomentadores de nada. Vocês são apenas o que vocês são: egoístas, egoístas, egoístas.

Pernambuco merecia mais de vocês. Usaram o nome dele. Ganharam favorecimentos com isso, e olhaí… Não tinha alma nenhuma lá em 1983, era só palco, fama e grana, como pelo visto é até hoje. Sentimento de amor e respeito a João Pernambuco vocês nunca tiveram. Oportunistas.

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