Meus encontros com Paulo Moura através de quem o conheceu


Leonor Bianchi

Ontem, tocando no coreto de São Pedro da Serra apareceram duas figuras que se destacavam no cenário. Era o pai e sua filha. Eles estavam se divertindo fazendo fotos e pedi a eles que fizessem uma foto minha tocando. Depois dessa foto do post, que a filha fez de mim começamos a conversar. Eu estava diante de Apolônio Neto, que morou há 20 anos atrás em São Pedro da Serra, mas hoje mora na Barra, no Rio de Janeiro, e que da segunda metade dos anos 80 até 1996 trabalhou na secretaria municipal de Cultura do Rio de Janeiro produzindo um projeto chamado ‘palco sobre rodas’, lembram? Quem é do Rio de Janeiro vai lembrar com certeza, porque rolavam altos espetáculos musicais. Eu cheguei a ir com meus pais. Meus pais trabalhavam na Embratel, no centro do Rio, viviam no ‘Projeto seis e meia’, no João Caetano. Eu e meu irmão ainda crianças praticamente eu era pré-adolescente, pegavamos um táxi e encontrávamos com eles na porta da Embratel para irmos os quatro e às vezes uma tia nossa, assistir Caetano, Paulinho da Viola, Chico… vi altos shows pelo projeto seis e meia e também pelo palco sobre rodas. A programação cultural lá em casa era alto nível, disso eu não posso reclamar, eu tive acesso logo cedo ao melhor da cultura… O Apolônio contou, que o clarinetista Paulo Moura era contratado sempre pela secretaria para se apresentar no palco sobre rodas e em centenas de outros projetos. Ele tinha uma memória do Paulo Moura no Lamas (pra quem não é do Rio, o Lamas é um bar no Flamengo frequentado por jornalistas e intelectuais cariocas), depois de uma apresentação tomando um chopp com ele. Segundo o Apolônio a relação dele com Paulo Moura era profissional, eles não tinham intimidade, mas o Apolônio disse que Paulo Moura era uma pessoa super simples, alto astral e, lógico, tocava muito! Esqueci foi o nome da filha do Apolônio, que fez a foto….???? E na semana passada, eu também estive com o Roberto, um amigo de muitos anos de Rio das Ostras, que está morando em São Pedro da Serra, e ele também me deu um relato de convivência com Paulo Moura, que eu gravei em áudio e depois eu mostro pra vocês. O Roberto não trabalhava diretamente com cultura, trabalhava numa boate em Copacabana, onde Paulo Moura Fez muitas apresentações nos anos 70.

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Paulo Moura tem cruzado o meu caminho direto desde que saiu o resultado do Prêmio Marcus Pereira de Pesquisa em Música Popular Brasileira. Como diria o Alan: coincidências não existem.

www.premiomarcuspereira.com.br