Esse é o perfil dos leitores da Revista do Choro!♥️


Leonor Bianchi

Olha quem são os ‘meus’ leitores!♥️

Esta semana fazendo a divulgação da promoção do livro João Pernambuco: arte de um povo pelo WhatsApp entre os leitores da Revista do Choro recebi uma mensagem muito bacana de um leitor-assinante da revista, que disse que não queria desvalorizar meu trabalho pagando o valor da promoção e perguntou se haveria um meio termo entre o valor da promoção e o valor real do livro, pois ele também estava precisando economizar, mas queria o livro e não queria desvalorizar o meu trabalho.

Gente, é incrível como os leitores da Revista do Choro têm bom senso e são parceiros não só da revista, como da Editora Flor Amorosa, e meus parceiros também, que realizo toda essa empreitada de forma individual e independente sem patrocínio de nenhum programa de fomento, lei de incentivo, nada.

Semana retrasada recebi uma mensagem super agressiva de um leitor da revista que havia comprado o livro Discos Marcus Pereira: uma história musical do Brasil, mas não recebeu o produto por uma falha minha, que estava a mil, enlouquecida na redação tentando perder menos dinheiro do que já havia perdido por causa da troca do nome da editora de Pizindim para outro que ainda não existia.

Pois bem, foram tantos meses aguardando a resolução de poder ou não usar o nome Pizindim, e depois a definição de um novo nome para a editora, o que foi feito inclusive de forma de enquete e de sugestões dadas pela que turma frequenta a minha rede, que finalmente quando fui fazer a entrega dos livros comprados seis, sete meses antes, acabei trocando a remessa e não enviei o livro pra ele, mas sim para outra pessoa. Ops! Falha minha!

Expliquei a situação, mas ele foi absolutamente agressivo por e-mail quando eu disse que não tinha mais o exemplar para enviar, pois a tiragem havia se esgotado, mas que eu poderia abrir a assinatura da Revista do Choro pra ele, poderia enviar outros dois livros do catálogo da Editora Flor Amorosa, além do livro Discos Marcus Pereira: uma história musical do Brasil, quando este chegasse à editora em sua terceira edição, e também propus o reembolso do valor pago pelo livro; o que ele aceitou no e-mail seguinte respondendo de forma agressiva minhas sugestão e dizendo que a editora não prezava pelo respeito ao cliente. O Cara me detonou!

Fiz o reembolso e quando enviei o e-mail com o comprovante da devolução do dinheiro desse senhor expliquei a ele que ele não era meu cliente; o perfil dos clientes da Editora Flor Amorosa e dos leitores da Revista do Choro é absolutamente contrário ao que ele estava apresentando a mim. Os leitores são meus parceiros, protegem o projeto da editora e da revista acima de tudo, de qualquer prazo♥️ Pelo menos tem sido assim até agora, exceto um ou outro que aparece realmente com problemas que visivelmente não são oriundos da falha pela entrega do livro, mas sim de questões outras não relacionadas diretamente a mim e ao meu trabalho, a minha editora ou a minha revista; são pessoas problemáticas por si só e criariam problemas em qualquer situação com o livro chegando no prazo ou não. Esse cara é o tipo de pessoa que quando o livro chegasse na casa dele, ele iria reclamar que não recebeu um marcador de livro junto. Saca esse tipo de pessoa? Aí é complicado.

A gente vê de tudo: pessoas com bom senso, pessoas que só querem apontar falhas… E destas, eu realmente quero distância.

Fiz o reembolso para esse senhor e pedi que ele saísse da minha rede no Facebook, parasse de acessar a revista, pois e ele não tinha o perfil do leitor que eu gostaria que estivesse lendo não só a Revista do Choro, como os livros da Flor Amorosa.

Meus leitores são parceiros e acompanharam toda a minha dificuldade para conseguir operacionalizar finalmente e apenas agora no final de setembro as atividades da editora Flor Amorosa em função da troca do nome anterior da editora, pois eu não pude mais usar o nome Pizindim na editora em função do espólio do Pixinguinha ter me pedido milhões para que isso acontecesse.

Diante do Brasil inteiro assistindo o que aconteceu, ou seja, a troca do nome da editora, a espera do retorno da família do Pixinguinha dizendo se liberaria o nome ou se cobraria para que eu continuasse usando o mesmo, eu ainda fui chamada de impostora por esse senhor por ter sido transparente demais na comunicação e ter explicado que foi justamente pela precariedade da logística da produção da segunda tiragem do livro, que aconteceu no auge dessa negociação com o espólio do Pixinguinha, que ele acabou ficando sem o exemplar dele.

Tentei solucionar de diversas formas e não consegui, pois o que ele queria não era o livro; o que ele queria era me agredir, e esse tipo de leitor eu quero longe de mim, do meu trabalho e da minha vida. São pessoas que não representam a cultura do Choro, o jornalismo independente e a militância que eu desenvolvo há anos no segmento da cultura, no Brasil.

E há também pessoas como esse leitor, que teve o bom senso de negociar o preço do livro-raridade que estou lançando pela Flor Amorosa, ‘João Pernambuco: arte de um povo’, pesquisa de José Leal e Artur Barbosa de forma tão cuidadosa e honesta. Foi demais esse rapaz!!! Só posso agradecer, tirar o chapéu e dizer que é esse tipo de alma grandiosa e generosa que eu quero e preciso ao meu lado nessa jornada.

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Obrigada, Felipe Siles, grande pesquisador de choro, parceiro da Revista do Choro, fomentador monstruoso da Revista do Choro que tem todo o meu respeito não só por essa atitude de valorização ao meu trabalho, mas pelo gestual do seu caráter. Difícil demais hoje em dia pessoas como você!

Isso afora o reconhecimento de jornalistas que eu nem sabia que existiam e compraram o livro Discos Marcus Pereira: uma história musical do Brasil espontaneamente sem esperar chegar através da assessoria de imprensa para que depois eles pudessem pautar ou não para o jornal para o qual escrevem.

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A propósito, quem quiser adquirir o livro João Pernambuco: arte de um povo é só clicar aqui.