Revista do Choro conversa Francisco Falcon. O músico está lançando o livro ‘Contrabaixo no choro’


Por Leonor Bianchi

Niteroisense, Francisco Falcon começou tocando violão aos treze anos, e hoje tem quase 25 anos de experiência como instrumentista, professor, produtor, compositor e arranjador. Toca contrabaixo acústico e elétrico, violoncelo, violão, violão tenor, guitarra, teclado, flauta doce e transversa. Eclético, seu estilo vai do jazz ao rock, passando pelo blues e por ritmos brasileiros e latinos, como bossa nova, samba, salsa, MPB e Pop. Professor, ministra aulas de contrabaixo, violoncelo, violão, harmonia, percepção musical e teoria musical e preparatório para vestibular em música. Já lecionou em escolas já extintas em Niterói, como Estúdio Arte e Musical Arte, além de ter sido (de 2000 a 2005) professor do Conservatório de Música de Niterói. Atualmente é professor da Escola de Música Villa Lobos – Núcleo Búzios e da Escola Música Moderna, em Niterói (RJ). Além disso, frequentemente faz masterclasses e workshops de contrabaixo em lojas de instrumentos musicais, escolas de música e em igrejas, tendo inclusive ministrado workshops nas três primeiras edições do Niterói Musifest – consagrado evento de música na cidade de Niterói, organizado pelo baixista Arthur Maia. Paralelamente a isso atua como produtor musical e tem seu próprio estúdio, aonde grava e produz diversos artistas.

O contrabaixista e autor do livrro 'Contrabaixo no Choro', Francisco Falcon

O contrabaixista e autor do livrro ‘Contrabaixo no Choro’, Francisco Falcon

Aluno de grandes músicos, como Yuri Popoff, Marcelo Maia, Nelson Faria, Arthur Maia e André Rodrigues, Falcon já participou de cursos e workshops com músicos como Nico Assumpção, Arismar do Espírito Santo e Frank Gambale. Foi aluno do curso – já extinto – de bacharelado em Contrabaixo Elétrico da Universidade Estácio de Sá, graduou-se em Música (Licenciatura) pela UNIRIO e recentemente concluiu o mestrado na mesma instituição.

Já tocou com o grupo gospel Fruto Sagrado em shows por todo o Brasil entre 2001 e 2007, e acompanhou diversos músicos conhecidos, como Márcio Montarroyos, Milton Nascimento, Wagner Tiso, Byafra, Dalto, Victor Biglione, Maurício Sahady, Ricardo Giesta e Flávio Guimarães.

Atualmente acompanha o cantor Tunai, e também artistas como Nico Rezende, Eliana Printes, Márvio Ciribelli, Denise Pinaud, Marcos Assumpção, Thais Motta, dentre outros, além de ser integrante da banda progressiva Sleepwalker Sun. Falcon participa também de diversos projetos de música instrumental brasileira, como o grupo CHORO NOTA JAZZ que propõe a fusão do Choro com o Jazz, além dos shows com seu próprio trio instrumental onde divulga seu trabalho solo, que já lhe renderam dois CDs lançados.

Nos estudios, Falcon gravou com inúmeros artistas cariocas, participando de vários CDs lançados pelo selo Niterói Discos, e CDs independentes, além de dois CDs com o grupo Fruto Sagrado pela gravadora MK Publicitá. Em 2001 lançou seu primeiro CD, intitulado “Voo Tocar” pelo selo Niterói Discos. Gravou e produziu o CD A Flor de Florbela do cantor Marcos Assumpção e gravou o DVD Sala de Estar. Gravou também o DVD (ainda não lançado) da cantora Eliana Printes. Lançou em 2011 seu segundo CD solo “Voo Livre”, trabalho que conta com diversas participações especiais, como Paulinho Guitarra, Alex Martinho e Arthur Maia.

Francisco conversou sobre tudo isso conosco. Leia agora a entrevista.

Revista do Choro: Você começou sua relação com a música tocando violão aos treze anos, e hoje tem quase 30 anos de experiência como instrumentista, professor, produtor, compositor e arranjador passando por diferentes estilos musicais, tocando vários instrumentos, como contrabaixo acústico e elétrico, violoncelo, violão, violão tenor, guitarra, teclado, flauta doce e transversa. Eclético, seu estilo vai do Jazz ao Rock, passando pelo Blues e por ritmos brasileiros e latinos, como Bossa Nova, Samba, Salsa, MPB e Pop. Conte um pouco sobre seu desenvolvimento musical.

Francisco Falcon: Aos 13 anos me interessei pelo violão. Meus pais não são músicos (sou filho de dois professores de História), mas uma prima minha tinha um violão, me emprestou e eu comecei a fazer aulas numa escola de música próxima a minha casa. Aos quinze anos, meus pais compraram uma guitarra pra mim e um baixo para meu irmão, mas não demorou muito para meu irmão se interessar pela bateria e eu pelo baixo; então a guitarra ficou em segundo plano, embora, ao longo da minha carreira, esporadicamente eu tenha me pego tocando guitarra. Mas o baixo sempre falou mais forte, e então conheci o contrabaixo acústico, mas sempre tocando também violão e teclado (este eu aprendi sozinho mesmo…). Entre meus 17 e 19 anos tive aulas com dois grandes baixistas: André Rodrigues e Marcelo Maia, que me apresentaram os baixistas do jazz, e com isso me vi tocando em bandas de música instrumental já nos anos de 1990. Aos 20 anos, ingressei no extinto curso de música (bacharelado) da Universidade Estácio de Sá. Lá fui aluno do grande baixista Yuri Popoff, e também tive aulas de improvisação com o Nelson Faria. Neste mesmo período (entre 1993 e 1996) acabei me interessando pela flauta transversa, e por uns dois ou três anos estudei este instrumento, tendo sido aluno da professora Lena Horta. Bom, toquei inicialmente em bandas de rock e rock progressivo, mas aos poucos fui me interessando pela música brasileira e pelo jazz.. Sempre gostei de compor, então desde muito cedo já tinha minhas próprias composições instrumentais escritas. Toquei em bandas pop, acompanhei músicos do blues, como Mauricio Sahady, Ricardo Giesta e Antonio Quintella, e, posteriormente votei ao rock progressivo (por volta de 2001), sendo que nesta mesma época lancei meu primeiro CD instrumental, intitulado ‘Voo Tocar’, que saiu pelo Selo Niterói Discos. Segui tocando com diversos músicos e bandas, até que em 2008 decidi voltar para a faculdade e ingressei no curso de Licenciatura em Música da Unirio. Foi aí que minha vida musical deu uma guinada radical! Conheci o Choro! Conheci um universo musical novo e que me fez me interessar por outros instrumentos que cruzaram meu caminho, como, por exemplo, o violão de 7 cordas, o violão tenor e o violoncelo. Nesse período comecei a lecionar na Escola Villa-Lobos Núcleo Búzios, e lá fiz parte dos primeiros passos do Clube do Choro de Búzios, um grupo de amigos músicos interessados em aprender e tocar o choro. E foi muito bacana ver como esse projeto criou asas e existe até hoje, embora, atualmente eu não esteja mais participando por questões de agenda. Também na UNIRIO conheci a Orquestra Barroca, coordenada pela Laura Ronai, e toquei violoncelo barroco com eles por dois anos; uma experiência incrível que espero retomar num futuro próximo. Ao final de 2014 terminei a graduação escrevendo uma monografia que tratava justamente do uso do choro no desenvolvimento técnico do contrabaixista…. Em 2015 ingressei no PROEMUS, um programa de mestrado profissional da Unirio voltado para o ensino das práticas musicais, e meu projeto de mestrado, intitulado ‘Choro: uma possibilidade para o estudo do contrabaixo’ culminou no desenvolvimento do livro ‘Contrabaixo no Choro’, que estou lançando agora.

Revista do Choro: Você teve a oportunidade de estudar com grandes músicos, como Yuri Popoff, Marcelo Maia, Nelson Faria, Arthur Maia e André Rodrigues. Participou de cursos e workshops com músicos como Nico Assumpção, Arismar do Espírito Santo e Frank Gambale. Foi aluno do curso – já extinto – de bacharelado em Contrabaixo Elétrico da Universidade Estácio de Sá, graduou-se em Música (Licenciatura) pela UNIRIO e agora é aluno do programa de Mestrado Profissional (PROEMUS) na mesma instituição. Enquanto professor de música você dá aulas de contrabaixo, violoncelo, violão, harmonia, percepção e teoria musical, e preparatório para vestibular em Música, há pelo menos duas décadas. Como foi, tem sido, fora dos estúdios e dos palcos, a trajetória enquanto educador, professor de música. Onde você lecionou e onde você dá aulas atualmente?

Francisco Falcon: Já conclui o mestrado! Agora é caminhar para o Doutorado (risos)! Bom, eu sempre gostei de ensinar! Sou filho de dois professores universitários, sempre estive ligado, de certa forma, ao ensino, e, desde muito novo eu já dava minhas aulas pra quem estava começando a tocar. Gosto demais de ensinar, de me colocar no lugar do aluno e entender suas dificuldades, buscando o melhor meio de ensinar. Acho importante que o professor do mundo moderno entenda que ele não é mais o detentor do conhecimento, pois as informações estão aí pra quem quiser… O professor tem que se valer de sua experiência, pois creio que esta sim seja o diferencial na hora de passar corretamente o conteúdo para o aluno. Gosto de dar aulas não apenas de contrabaixo. Gosto muito de ensinar harmonia popular, improvisação, teoria musical e leitura, e até violoncelo (que considero meu segundo instrumento), e dou aulas para iniciantes. Atualmente leciono na Escola Villa-Lobos de Búzios e na Escola Música Moderna, em Niterói, além das aulas particulares em meu estúdio.

Revista do Choro: Nos estúdios, você gravou com inúmeros artistas cariocas, participando de vários CDs lançados pelo selo Niterói Discos e CDs independentes, além de dois CDs com o grupo Fruto Sagrado, pela gravadora MK Publicitá. Em 2001, você lançou seu primeiro CD, intitulado “Voo Tocar” pelo selo Niterói Discos. Neste mesmo ano, gravou e produziu o CD ‘A Flor de Florbela’, do cantor Marcos Assumpção, e gravou o DVD ‘Sala de Estar’, de Marcos Assumpção. Gravou também o DVD (ainda não lançado) e dois CDs da cantora Eliana Printes: Cinema Guarany e Tudo em Movimento. Lançou em 2011 seu segundo CD solo, “Voo Livre”, trabalho que conta com diversas participações especiais, como Paulinho Guitarra, Alex Martinho e Arthur Maia. Conte um pouco sobre essas experiências em estúdio.

Francisco Falcon: Sempre gostei do trabalho em estúdio! Gravei o CD mais recente do Tunai; gravei com o Rogério Souza (violonista do grupo Nó em Pingo D´Água) e já fiz algumas produções musicais em meus estúdio. O já citado “A flor de Florbela”, do cantor Marcos Assumpção, foi uma experiência muito bacana onde experimentamos diferentes instrumentações, e colocamos até fagote junto com violões! Produzi também CDs de duas cantoras: Juliana Maia (Conservatória – RJ) e Geisa Fernandes (Niterói – RJ). Gosto de criar, inovar, inventar… Lembro que uma vez peguei um caderno espiral e gravei uma percussão com uma caneta esfregando na espiral de aço (risos). Era um tango! Já transformei o baixo acústico em cajon (risos)… Acho que no estúdio a criatividade é muito importante e o bom senso também. Estou com praticamente dois CDs solo semi-prontos em meu estúdio: o CD ‘Contrabaixo no Choro’ é a continuidade do livro que estou lançando agora, e nasceu durante minhas pesquisas musicais, quando comecei a escrever arranjos “contrabaixísticos” para choros conhecidos e choros compostos por contrabaixistas… Daí entraram no CD um choro do Adriano Giffoni, outro do Luizão Maia e um choro-canção lindo do meu ex professor Yuri Popoff. E pode ser que entre mais alguma faixa… Ah! Compus também um choro chamado “Contrabaixo Chorão”, que está disponível no livro!!! Tenho um outro CD mais eclético, também em produção, com algumas faixas prontas… Neste tem samba, tango, bossa nova… algumas peças utilizando afinações alternativas no contrabaixo…Não tenho muita “frescura” com o estilo… Costumo compor sem pensar muito no gênero. Já tentei fazer diferente disto, mas não deu muito certo (risos).

Revista do Choro: Você também faz masterclasses e workshops de contrabaixo em lojas de instrumentos musicais, escolas de música e em igrejas, tendo inclusive ministrado workshops nas três primeiras edições do Niterói Musifest – consagrado evento de música na cidade de Niterói, organizado pelo baixista Arthur Maia. Está preparando algo para o segundo semestre de 2017?

Francisco Falcon: Sim, continuo ministrando workshops por aí, e já tenho algumas datas em vista. Acho importante divulgar o livro como uma ferramenta didática que pode ser usada por professores de contrabaixo para desenvolver tanto a técnica quanto o conhecimento harmônico do aluno.

Revista do Choro: Como foi tocar com esses feras da nossa música (instrumental), como Márcio Montarroyos, Milton Nascimento, Wagner Tiso, Victor Biglione, Maurício Sahady, Ricardo Giesta e Flávio Guimarães? 

Francisco Falcon: Comecei tocando música instrumental com o Ricardo Giesta, um guitarrista niteroiense que faz um som entre o blues o jazz. Tive a oportunidade de acompanhar por mais de uma vez o maestro Wagner Tiso, que é um cara sensacional. Uma vez tive a honra de acompanhar Milton Nascimento em um show do Tunai. Toquei, anos atrás, com o Victor Biglione em um tributo a Jimi Hendrix. Nos tempos que eu tocava blues com o Maurício Sahady, tive a chance de dividir o palco não só com o Flávio Guimarães, mas tbem com outro gaitista sensacional, o Jefferson Gonçalves. Minha experiência com o grande Márcio Montarroyos foi nos idos de 2003 em um evento empresarial em SP onde participei da banda que o acompanhava. Ficamos amigos e acabei tomando conta do site dele por uns tempos. Ele chegou a gravar uma participação no meu segundo CD, mas na época, adoeceu e faleceu em seguida e eu nunca consegui pegar esse track para colocar no CD. Fica na memória a lembrança dele deixando na secretária eletrônica um recado e mostrando como tinha ficado a música…. São estas coisas que nos mostram que não é bom ficar adiando nada nessa vida (risos)!

Revista do Choro: Atualmente, você acompanha uma turma das antigas: Tunai, Nico Rezende, Eliana Printes… Márvio Ciribelli, Denise Pinaud, Marcos Assumpção, Thais Motta, dentre outros. Conta pra gente um pouco sobre essas ilustres parcerias…

Francisco Falcon: Toco atualmente (desde 2008) com o Tunai. Toco também com o Dalto, com o Nico Rezende e com a cantora amazonense Eliana Printes. Já toquei também com o Byafra, e Atualmente tenho tocado bastante com o Márvio Ciribelli, que inclusive toca sempre temas de choro em seu repertório. Tem um bom tempo que não toco com o Marcos Assumpção e com a Denise Pinaud, mas são grandes amigos, e, ocasionalmente esbarro com minha amiga e super cantora Thais Motta em algum palco desses, e mais coisa vem por aí!

Revista do Choro: E a banda progressiva Sleepwalker Sun? Vocês já lançaram dois CDs, inclusive fora do Brasil…

Francisco Falcon: Foi uma experiência muito interessante! Meu amigo Luiz Alvim, fundador da Sleepwalker Sun me convidou pra gravar uns baixos que ele havia escrito para este projeto, e a banda acabou nascendo em estúdio. Gostei demais de ter participado, pois gosto muito de rock progressivo, e o Sleepwalker faz um “prog” bem gostoso de ouvir!

Revista do Choro: E o grupo CHORO NOTA JAZZ, que propõe a fusão do Choro com o Jazz; quem está na formação e o que andam ‘aprontando’ por aí?

Francisco Falcon: Essa foi uma ideia que tive quando comecei a estudar o violão tenor! Eu queria tocar o instrumento e chamei alguns amigos pra tocar… A formação era bateria, baixo, guitarra e eu no violão tenor! Em determinado momento do show eu pegava o baixo também (geralmente um baixo em afinação piccolo ou um baixo de 7 cordas que tenho aqui) e ficavam dois baixos no palco! Tocávamos de Jacob do Bandolim a Miles Davis… Nessa brincadeira acabei gravando um bebop do Charlie Parker em choro!!! No momento a banda está parada, mas planejo um retorno deste projeto para o fim do ano.

Revista do Choro: Falando nele, no CHORO, conta pra gente como começou sua relação como choro e como surgiu o livro Contrabaixo no Choro que você está lançando.

Francisco Falcon: Há muitos anos atrás escutei um CD que meu pai tinha, era uma coletânea de Choro (que esqueci o nome do instrumentista…) mas me liguei bastante no “Brasileirinho”. Anos depois, comecei a tentar tocar no baixo essa mesma melodia do Brasileirinho, de Waldir Azevedo… Mas essa relação só se consolidou durante a graduação na Unirio quando comecei a ver aquele monte de músicos tocando choro e rolaram as experiências que citei lá no começo da entrevista. Então acabei mergulhando nessa pesquisa que trata da relação do baixo com o choro! O livro é o produto final de minha pesquisa de mestrado. No mestrado profissional você não escreve dissertação, pois o mestrado é direcionado para o mercado profissional, então você elabora um produto (no meu caso, o livro) e escreve um artigo acadêmico explicando e justificando a elaboração desse produto!

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Revista do Choro: Qual o público do livro?

Francisco Falcon: Contrabaixista e músicos que gostem de contrabaixo ou simplesmente das linhas do baixo! Creio que um violoncelista poderia utilizar o livro perfeitamente, embora, tenha que adaptar algumas partituras… idem para um trombonista…mas a linguagem do Choro é aberta para todos! É ouvir, praticar e tocar!

Revista do Choro: O que você destacaria do livro?

Francisco Falcon: O livro é focado inicialmente no desenvolvimento harmônico do músico. Para criar uma linha de baixo no choro, o músico precisa ter intimidade com os arpejos e com as escalas dos acordes, para então começar a desenvolver seu vocabulário melódico. Tem uma parte do livro que trata da relação do contrabaixo com o violão de 7 cordas. O livro vem com alguns temas de choro para o baixista tocar tanto o acompanhamento quando a melodia (duetos). Todas as partituras têm arquivos de áudio que vão em CD anexo ao livro (mp3) e também será disponibilizado na web para quem adquirir o livro.

Revista do Choro: É uma obra didática?

Francisco Falcon: Com certeza!!! Vejo tantos baixistas aí querendo aprender harmonia para tocar jazz e nós temos aqui no Brasil um gênero musical totalmente brasileiro e que oferece um “ambiente” excelente para a prática de arpejos, notas de passagem e cromatismos! Nada contra o Jazz! Adoro tocar Jazz! Mas acho muito importante a valorização de nossa cultura. Entendo que o contrabaixo já interage com o choro há muito tempo, embora os mais tradicionalistas dirão que não tem espaço para o contrabaixo neste gênero. Se você pesquisar no Youtube verá uma quantidade enorme de baixistas brasileiros tocando choro! Não dá pra negar isso, as pessoas querem aprender choro, o Choro está aí pra ser aprendido e passado às próximas gerações e não podemos excluir os baixistas disso!! (risos)

Revista do Choro: E o lançamento? Você está fazendo uma campanha de pré-venda… Como isso funciona?

Francisco Falcon: O lançamento será dia 8 de julho aqui em Niterói, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno (fica no Campo de São Bento). Lá faremos uma roda de choro contrabaixística, mas o O livro está sendo vendido também pelo meu site (www.franciscofalcon.mus.br) ou através da página no FB (www.facebook.com/contrabaixonochoro).