Instrumentistas brasileiros e franceses do ‘Zé Boiadé’ fazem turnê de lançamento de seu disco Zé qué casá, no Brasil


Redação
O Zé Boiadé, grupo integrado por músicos brasileiros se franceses está lançando seu disco ‘Zé qué casá’, no Brasil. O grupo participará ainda da 7a edição do Festival Nacional de Choro, no Rio. Neste domingo, 10  de abril, eles se apresentam no Centro cultural Pascoal Carlos Magno, Niterói, RJ. 
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O repertório do conjunto é eclético; podemos ouvir repente, baiões a l’Hermeto, choros com uma linguagem mais contemporânea e também a bagagem de cada um dos outros três músicos que integram o “Zé Boiadé”. O grupo não se diz ser um conjunto especificamente de choro, embora dialoguem como gênero e tenham três choros no disco que estão lançando, sendo que somente um deles tem a linguagem mais tradicional.
Oficinas de Choro
Os músicos do Zé Boiadé darão duas oficinas:
No Espírito Santo, será nos dias 11 e 12, na FAMES (Faculdade de Música do Espírito Santo).
Em Fortaleza, dias 21 e 22, no Sesc Emiliano Queiroz, Fortaleza.
Quem é o Zé Boiadé
Claire Luzi
Bandolista, cantora e toca escaleta, tem uma formação em piano clássico e canção francesa. Escreveu quase todas as letras das canções presentes no disco (em francês e em português). 
Wim Welker é um célebre guitarrista de jazz no sul da França e no grupo toca cavaquinho, violão 7 cordas e faz coro.
Olivier Boyer é um especialista na musica afro-cubana, do Haiti e da música do Mediterrâneo. No grupo ele toca Pandeiro, surdo (com o pé, como se fosse um bumbo de bateria),  Udu (da Nigéria, no Brasil mais conhecido como moringa) Tambour à cadre (utilizado na música de vários países do Mediterrâneo. Lembra muito o pandeirão do bumba meu boi do Maranhão) e outras percussões.
Cristiano Nascimento tem três grandes escolas: participou da “Itiberê orquestra família” durante cinco anos, onde pode absorver mutias informações da “Escola Jabour”(como é chamada a escola de Hermeto Pascoal) e também as rodas de Choro e Samba no Rio e sua temporada em Pernambuco ao lado do músico Marco César, com quem aprendeu muito sobre as cordas dedilhadas no baião, frevo, maracatu, caboclinho e etc…
Participações no disco
No disco há participações de grandes músicos que influenciaram diretamente a nossa formação musical do grupo. Teca Calazans assina a direção vocal do disco, gravou a faixa “Canção” (C.Nascimento/Claire Luzi), dedicada a ela, e participa dos coros no disco. 
Para Cristiano Nascimento e Claire, fãs de Teca há muitos anos, “é uma honra acompanhar teca no Brasil em seus concertos e tê-la como amiga”, diz Cristiano, que segue dizendo que: “Patrick Vaillant é um dos maiores bandolinistas da Europa e reputado pelo seu estilo único de improvisar, arranjar e compor. O guia musical de Claire e um caro amigo para nos. Ele gravou a faixa “O paiaço e a Bailadêra” de minha autoria”, diz Nascimento.
“Abel Luiz é um jovem chorão carioca, tocador de cavaquinho, violão tenor, viola caipira e compositor de mão cheia ! Ele é o compositor da faixa “Voies”(cavaquinho e violão tenor) com letra em francês da Claire. Foi ele que praticamente me iniciou no choro e me levou em todas as serestas e rodas de choro do subúrbio carioca e inúmeras vezes na casa de Joel Nascimento. Nos o consideramos além de grande amigo um mestre na musica e na generosidade”, conta Nascimento.