‘Gingando’ presta homenagem ao centenário de Dino Sete Cordas


Redação

O show inédito Gingando: Centenário Dino 7 Cordas reúne os violonistas Yamandu Costa, Alessandro PenezziMarcello Gonçalves, Rogério Caetano e Luizinho 7 Cordas, músicos de diferentes estados brasileiros de diferentes gerações, em tributo ao centenário de Dino 7 Cordas nos dias 26 e 27/05, sábado, às 21h, domingo, às 18h, no Sesc Santana (SP). 

Em clima de sarau, o espetáculo inicia com apresentações em duos e trios e cresce com as participações especiais do acordeonista Toninho Ferragutti, da cantora Amélia Rabello (irmã de Raphael Rabello), do baixista Dininho (filho do homenageado) e da percussionista Roberta Valente. 

 

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O projeto tem curadoria e direção artística do produtor musical Alessandro Soares, diretor do Acervo Digital do Violão Brasileiro. O repertório abrange o cancioneiro brasileiro do samba (Noel Rosa e Cartola), do choro (Pixinguinha, Jacob do Bandolim), do baião de Luiz Gonzaga e Sivuca, e outros compositores que foram marcados pelos arranjos de Dino. São canções que retratam a linha do tempo do violonista em quase 70 anos como profissional do rádio e dos estúdios, desde o tempo em que integrava o Regional de Benedito Lacerda (décadas de 1930 a 1950), passando para o Regional do Canhoto (décadas de 1950 a 1970) e o Época de Ouro (décadas de 1960 a 2000).

Dino Sete Cordas

Horondino Silva (Dino 7 Cordas) nasceu no Rio de Janeiro em 5 de maio de 1918. Revolucionou a linguagem do violão de sete cordas a ponto de praticamente não haver, nos dias de hoje, violonista algum de sete cordas que não tenha suas gravações como referência.

Sua maior importância é ter fixado profissionalmente o violão de sete cordas no panorama da música brasileira através de uma determinada maneira de tocar. Consolidou uma escola não-oficial, de percepção direta, e assim instaurou toda uma escola de choro e de samba. As gravações de Dino são clássicas não só porque ele tocava muito bem, mas porque fazia com que os outros tocassem e cantassem melhor.

De 1936 até pouco antes de morrer, em 2006, Dino foi dos instrumentistas que mais atuou na Era do Rádio e mais participou de gravações de disco. De Pixinguinha a Raphael Babello, passando por Jacob do Bandolim. De Dalva de Oliveira e Orlando Silva a Chico Buarque, Fagner e Marisa Monte. São poucos os grandes nomes da MPB que não tenham trabalhos assinado com Dino. Ele se destacava sem nunca invadir o espaço dos outros instrumentos ou do cantor. Ao contrário, valorizava-os. As gravações de Dino são clássicas não só porque ele toca muito bem, mas porque ele faz os outros tocarem e cantarem melhor.

Workshop

Na véspera do primeiro dia de show (25 de maio), pela manhã, o Sesc Santana vai oferecer uma grande aula de violão de 7 cordas, ministrado pelos mestres Rogério Caetano, Alessandro Penezzi e Marcello Gonçalves, aberta a qualquer pessoa interessada, seja instrumentista ou apenas apreciador de música. Um momento especial para se aprender um pouco sobre a história e a técnica do instrumento com um trio de professores formado por violonistas que estão entre os mais importantes do mundo.

Rogério Caetano é autor do inovador método “Sete Cordas: Técnica e estilo” em parceria com Marco Pereira, no qual mostra as bases contemporâneas do violão 7 cordas, como o uso de escalas sintéticas, escalas alteradas e elementos harmônicos modais, sem ignorar a sua tradição.

Marcello Gonçalves é o introdutor do ensino do violão 7 cordas para a universidade brasileira. Docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveu o curso para o instrumento, que começa funcionar agora em 2018.

Alessandro Penezzi é dos mais atuantes professores de violão no ensino à distância, por meio de vídeo-aulas, mesclando técnicas bem brasileiras com elementos do flamenco e outros gêneros.

 

 

Show: Gingando Centenário Dino 7 Cordas

Ficha Técnica:

Concepção: Equipe Sesc Santana e Alessandro Soares

Direção artística: Alessandro Soares

Produção executiva: Igor Fearn